Como levamos uma Vida de Viajante, usamos muito mais as roupas e acessórios para as atividades outdoor. Então, nada mais justo do que a gente compartilhar nossas impressões e dar dicas do que gostamos mais.

Não, isso não é um jabá ou um post pago.

Sim, nós ganhamos de alguns fabricantes alguns dos itens que são comentados, mas isso não anula a veracidade das nossas dicas. Afinal de contas temos que contar a verdade, e isso – temos certeza – ajuda todo mundo. Ajuda o viajante a escolher o produto que mais se adequa às suas necessidades e ajuda o fabricante a sempre buscar a melhor solução para os viajantes.

Então, sem mais blá blá blá, seguem as dicas.

ROUPAS
Usamos calças e camisetas de tecidos especiais, que não amassam, secam rápido e permitem que a pele respire. São tecidos técnicos apropriados para atividades outdoor. Usamos os da marca SOLO que é empresa apoiadora do Vida de Viajante

CALÇADOS
Nossos tênis são da marca BullTerrier. Não são muito leves, pelo menos os modelos que usamos – que são de 2005 (procurei no site o nome deles mas não achei). O que eu uso em especial os problemas foram com as palmilhas que insistiam em sair do lugar enquanto eu caminhava (sabe tenis que come meia? pois é, o meu cuspia palmilha – hahaha). Resolvi isso trocando as palmilhas. No mais os tênis são resistentes e tem bom solado. O ideal para caminhadas seriam botas de trekking, mas não temos.

MOCHILAS
Temos uma cargueira de 70 litros e uma pequena, de ataque, capacidade 25 litros da Curtlo . Essas temos faz muitos anos e estão bem viajadas. A de ataque está até rasgadinha, mas nos acompanha sempre (quase um talismã) . Temos uma bolsa Dupla Face da MTK que é ótima para organizar as roupas dentro. Tem abertura em ziper pelos dois lados. Isso facilita muito na hora de pegar aquela camiseta preferida que está atrás de tudo 😉

POCHETES
Eu uso uma da Curtlo do modelo mais simples, mas muitas vezes gostaria de ter uma um pouco maior e com porta squezze. A do Marcelo já é bem grande, para caber equipamento fotográfico, gps, e outras tralhas. Ele usa uma da Kailash (modelo WT6).

SACO DE DORMIR
Temos dois, tão velhinhos quanto as mochilas, mas cheios de histórias (como elas). Já foram pra Patagônia várias vezes e estão firmes e fortes conosco. Um é da Acampar e o outro é peça de museu – é da Sem Destino, mas nem procure por esse nome porque hoje, Sem destino é Curtlo.

ANORAK/CORTA VENTO
Temos 2 tipos: duas jaquetas e dois coletes, todos da SOLO. Quebra um galhão quando estamos em algum lugar que venta muito ou tem aquela garoinha chata.

JAQUETAS
Agora temos as da SOLO. Já podemos encarar temperaturas negativas em Urubici/SC

PORTABILIDADE
Como não somos milionários excêntricos, trabalhamos como todo mundo. A grande diferença é que não precisa ser em uma metrópole, fechados 16 horas por dia em um escritório com ar condicionado e sem janelas (que geralmente estão só na sala do chefe).

Nosso trabalho depende apenas de energia elétrica e internet, podemos estar em qualquer lugar que ofereça essas duas possibilidades.

Para garantir a energia elétrica, usamos uma bateria que pode ser carregada por por uma placa de energia solar instalada no teto do nosso veículo. Também carregamos a bateria conectando na tomada. Assim podemos trabalhar em qualquer lugar mesmo.

CONECTIVIDADE
Internet não pode faltar. Usávamos os serviços de dados da Vivo, mas ele nos deixou na mão em Urubici/SC porque, justamente lá, eles não cobrem dados – só vóz.

Agora estamos experimentando o serviço da Tim de internet ilimitada. Precisamos de um bom serviço de internet para trabalhar, é claro, e para transmitirmos AO VIVO tudo que fazemos e por onde andamos. Esse foi o jeito que encontramos de dividir com todos as nossas experiências e descobertas nessa nossa Vida de Viajante.

e, finalmente, o VEÍCULO
Nada daqueles 4×4 do sonho de todo aventureiro, embora o Marcelo já tenha tido um jipe Toyota chamado Benta (que foi comprado de um Padre – acreditem!), que o acompanhou em algumas expedições e até para a Patagônia, quando ela era considerada realmente “o fim do mundo” (agora a Patagônia “é logo ali”).

Tínhamos um Motor-Kit-Net-Home (vejam detalhes sobre ele no post De volta à estrada) mas, definitivamente, não deu certo.  Também montamos uma KombiHome em uma Kombi 2006 motor flex. A Alice (como foi batizada) ficou pouco tempo conosco porque logo depois ficamos grávidos. Então vendemos Alice para um casal de aventureiros que hoje está na estrada fazendo um trabalho bem bacana com crianças.

Agora estamos nos preparando pra cair na estrada novamente… aguardem nosso próximo veículo de viagem 😉

Bom… esperamos que, de alguma forma, essas dicas sejam úteis para quem quer viajar. Seja para um final de semana, férias ou até pra quem – como nós – resolva prioriazar a qualidade de vida, conhecendo novos lugares e culturas diferentes sem anular o trabalho.