A Kaká, do blog Meu Veneno, levantou a bola e, claro, não podíamos deixar de participar dessa blogagem coletiva a favor da preservação das baleias.

Estamos em viagem (em Urubici-SC) e apesar da dificuldade para conseguir uma conexão (explicamos isso nos próximos posts), cá estamos nós para contribuir com a mobilização.

Quando a Kaká me perguntou se toparíamos participar de uma ação do Greenpeace que tem o objetivo obter assinauras para uma petição ao Governo Brasileiro reivindicando a aprovação da criação do Santuário de Baleias do Atlântico Sul, para evitar a matança de baleias pelos Japoneses, topamos na hora.

Pensando sobre o assunto … os japoneses lá… e nós cá, perguntei pra Kaká: Qual a “vantagem” de se criar um santuário aqui no Atlântico Sul se o massacre está acontecendo lá no Pacífico Norte? Como protegeríamos as baleias?

E ela respondeu muito bem em seu post: … Os japoneses estão no Pacífico Norte, porém com acordos e perdões de dívidas, conseguem liminares para caçar baleias em todos os oceanos, inclusive no Atlântico Sul, onde as baleias se reproduzem e onde estão centrados os centros de pesquisas dos biólogos brasileiros. …

Em resumo, criando o Santuário aqui no Atlântico Sul, podemos proteger as baleias para que elas possam se reproduzir num ambiente seguro.

Por que os Japoneses caçam baleias?

Na idade média, o objetivo principal da caça era a carne. Lá pelo século XVII, outras partes da baleia eram aproveitadas, como o óleo, o marfim das barbatanas, extratos hormonais, até a carcaça era aproveitada para fertilizantes e rações animais.

Em 1962 o consumo japonês de carne de baleia beteu 226 mil toneladas, depois disso, começou um declínio que reduziria o total a 15 mil toneladas em 1985.

Os japoneses que defendem a exploração da baleia dizem que a demanda caiu por causa das cotas cada vez mais rígidas da Comissão Baleeira Internacional (IWC), que forçaram uma redução do consumo.

Há os que alegam que os japoneses abandonaram o consumo de carne de baleia quando o país enriqueceu e alternativas mais atraentes e acessíveis de alimentação surgiram. Carne de baleia servida em merenda escolar no Japão

Mas o governo decidiu defender a exploração da baleia recorrendo ao argumento de que ela era parte da herança cultural do país. Esse argumento se provou convincente em uma nação em que muitos sentem que boa parte da cultura tradicional se perdeu no confronto contra os Estados Unidos, e na absorção dos valores norte-americanos que surgiu depois da derrota japonesa.

Em 2006, o Japão matou 1.073 baleias minke, cuja carne terminou em restaurantes, supermercados, refeitórios escolares ou não vendida.

Hoje o maior interesse parece estar no óleo, usado para fabricação de sabão, margarina, velas… e o espermacete, mais utilizado na indústria têxtil, de lubrificantes e cosméticos.

Outra justificativa que o Japão oferece é de que a caça as baleias é feita para pesquisa científica.

Cultura milenar ou não, não podemos deixar que qualquer espécie seja amaçada dessa forma, ainda mais tendo outras alternativas mais sustentáveis que substituem os derivados da baleia tão cobiçados pelos japoneses.

Por isso participamos da blogagem e já assinamos (o Marcelo e eu) a petição ao Governo Brasileiro.

Participe também e, além de assinar, fique atento à formulação dos produtos que consome.

Fontes: Greenpeace, Notícias Terra, G1 e Webciência.
Foto:
Notícias Terra