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Certificação será referência para consumidor de aventura

Sempre que se fala em atividade de aventura, o que pesa na decisão de escolha por essa ou aquela empresa é o fator preço. E nós consumidores, por falta de informação, acabamos nos expondo a um risco desnecessário e algumas vezes até fatal.

Por isso o Ministério do Turismo, junto com a ABETA – Associação Brasileira das Empresas de Turismo de Aventura, criaram o Aventura Segura. Um programa que visa capacitar os profissionais que oferecem essas atividades, e preparar as empresas para a certificação. Ou seja, vamos poder escolher um rapel que tem o selo do IMETRO, por exemplo. Isso garante para nós consumidores (na maioria da vezes inexperientes), que a tal corda onde vamos nos pendurar é adequada para aquela atividade, que o capacete não vai rachar se uma pedrinha cair na nossa cabeça, que as instruções foram dadas corretamente, que o instrutor realmente está preparado para qualquer emergência, até um ataque de pânico do cliente no meio da descida, e outras tantas coisas que nem imaginamos serem necessárias.

Sabia que até para oferecer uma simples caminhada, é necessário algumas medidas de segurança? Pois é, a gente não precisa saber disso, mas a agência que oferece sim.

A certificação, além de ser um diferencial muito mais importante que o preço na hora da decisão, será mais um atrativo para os turistas estrangeiros que ainda não procuram o Brasil para atividades de aventura justamente porque o país não estava preparado para isso.

Vejam a matéria da ABETA sobre esse assunto:

O Sistema de Gestão da Segurança (o SGS), deve estar embutido na organização de uma empresa de Turismo de Aventura. Ele tem de ser parte da empresa e fazer sentido para os funcionários”, comenta Rogério Cabral, um dos consultores da ABETA responsáveis pelas visitas técnicas realizadas nas empresas participantes do processo de Assistência Técnica do Programa Aventura Segura. Cabral atua há mais de 15 anos em projetos de melhoria e avaliação da gestão em diversas organizações públicas e privadas. É consultor do Banco Mundial, Ministério do Meio Ambiente, FUNBIO, Banco Alemão KfW, Cooperação Técnica Brasil-Alemanha (GTZ), Sebrae e diversas Secretarias Estaduais. Ele garante que a aventura é bem diferente de outros setores de mercado, o que demanda um grande trabalho de mobilização. Confira abaixo entrevista com o consultor.

Como avalia as ações de Assistência Técnica nessas empresas?

O segmento é formado por micro e pequenas empresas, que enfrentam dificuldades para se manter no mercado. Elas estão de olho na certificação e muitas ainda não perceberam que a certificação será uma conseqüência do trabalho de implementação do Sistema de Gestão da Segurança – SGS, que deveria fazer parte de seus negócios. Com a Assistência Técnica, muitos empresários têm tido oportunidade de sistematizar suas empresas, percebendo que investimentos em segurança é que garantirão a sobrevivência deste mercado.

Qual o impacto da Certificação para o mercado de aventura brasileiro?

Trabalho com muitas empresas no processo de certificação ISO 9001, que é bem diferente do trabalho com Turismo de Aventura. No caso da ISO, as empresas buscam mais credibilidade e um fortalecimento no mercado. Já no Turismo de Aventura, a Certificação é uma questão de sobrevivência dos mercados interno e externo. Os empreendimentos têm pouca maturidade e precisam se consolidar para ampliar a oferta para estrangeiros. Evidentemente, temos empresas bem mais maduras que já se destacam.

Como os empresários têm percebido o SGS?

Temos feito um grande esforço para que as empresas assimilem a Norma Técnica de Sistemas de Gestão da Segurança. Como a norma é bem técnica, a compreensão nem sempre é muito clara. Temos implementado tarefas e atividades durante as oficinas técnicas e nas visitas os empresários tiram dúvidas sobre a implementação. O que tenho reforçado bastante é que o SGS precisa fazer sentido para a empresa. Ele deve estar embutido no cotidiano das atividades e ser assimilado de maneira gradual. Cada empresa tem uma história e o SGS deve estar em sintonia com a realidade do negócio.

Como acha que o mercado responderá às ações de Certificação?

Muitas empresas ainda estão assimilando toda essa mobilização. Quando a certificação começar, muitos perceberão que ficaram de fora do processo. Apesar de voluntária, a certificação será essencial para fortalecimento deste mercado. O consumidor terá referências nas decisões de compra e as empresas certificadas terão ainda mais respaldo perante a iniciativa privada e poder público. Será um diferencial e tanto.

E quanto ao consumidor?

Hoje o consumidor escolhe preço por desinformação. Como a oferta de atividades de aventura é bem ampla, a seleção não é fácil e nem simples e a guerra de preços impera em muitos destinos. O SGS é no fundo o compromisso estruturado da empresa com esse cliente, além de ser uma forma de avaliação de como esse empreendedor se compromete. A partir do momento que as empresas divulgarem isso e não apenas a certificação em si, os consumidores terão mais referências concretas de práticas seguras e responsáveis.

O que prevê o SGS nas empresas de turismo de aventura?

A preocupação com a segurança deve ser uma rotina nas empresas, abrangendo proprietários e funcionários envolvidos com a operação. Diversas práticas de gestão devem ser seguidas como o monitoramento e manutenção de equipamentos, que cada empresa deve preparar o modelo mais condizente com a realidade de seu negócio. Muitas operadoras só se preocupam com isso quando um equipamento é danificado. Outro ponto interessante é a forma como as empresas lidam com acidentes e incidentes. A reação é sempre negativa e elas mascaram e não falam sobre o assunto. A mudança que deve ocorrer é o empresário de aventura estar mais bem preparado para documentar tais ocorridos e mostrar que seu SGS funcionou bem nestes casos.
Fonte: ABETA

E você? Já fez alguma atividade de aventura? Conte pra gente como foi?

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