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Condutores nativos garantem as melhores visitas na Ilha do Mel /PR

A Ilha do Mel é a menina dos olhos dos paranaenses. Está localizada no litoral do Paraná, pertencente ao município de Paranaguá, distante 95 Km de Curitiba, e a 4 Km de Paranaguá por mar.

Reduto dos hippies nos anos 70, a ilha divide suas belas praias com áreas de Mata Atlântica preservada e restinga, sendo considerada Estação Ecológica desde 1982. Além de suas belezas naturais, as construções do século XVIII, como a Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres e século XIX, e o Farol da Concha encantam os visitantes

Mas por causa da invasão turística desordenada, algumas medidas foram tomadas com o objetivo de preservar as belezas históricas e recursos naturais da ilha.

Já contamos em um post anterior algumas das medidas tomadas para o controle de visitação na ilha. Aliás, vale lembrar, não vá sem antes ligar para o telefone de informações turísticas (41-3455 1144) e conferir como está a lotação. O limite é de 5 mil pessoas por vez. Veja no post que publicamos as instruções detalhadas.

Outra medita tomada que contribui para a sustentabilidade da ilha é a capacitação de condutores nativos.

Quando o turista chega ao balneário de Pontal do Sul, eles já aguardam no pier de embarcação rumo às praias de Encantadas e Nova Brasília. Com um grande sorriso, dão as boas vindas e já vão explicando sobre o que é visitar uma área de preservação ambiental. Nativos ou moradores da Ilha do Mel, condutores profissionais sabem o que é viver numa ilha e têm na bagagem muitas experiências e boas histórias para contar.

Ao todo são 24 condutores que passaram por um curso de capacitação oferecido numa parceria entre o IEPR – Instituto de Ecoturismo do Paraná, Sebrae/PR, SETU – Secretaria Estadual de Turismo e FUMTUR – Fundação Municipal de Turismo de Paranaguá.

São claras as vantagens que os dois lados recebem: Para a comunidade, uma nova fonte de renda, através da profissionalização. Para o turista, a possibilidade de não apenas conhecer os atrativos naturais da ilha, mas também um pouco sobre o seu povo, as histórias e a cultura local.

Os alunos são os jovens que já conhecem a ilha por terem nascido lá e oferecer a ele aulas sobre meio ambiente, turismo, técnicas de condução, segurança e primeiros socorros, além do treinamento para que ele possa atender aos turistas com uma postura mais profissional. Isso é muito importante, principalmente quando falamos em unidades de conservação. Ou seja, um turismo consciente, responsável e bastante diferenciado.

O sucesso desse projeto tem sido tão bom para a Ilha do Mel que há grandes possibilidades de implementarem o mesmo sistema para os municípios de Morretes e Guaraqueçaba.

UM BOM PERSONAGEM DESTA HISTÓRIA

Nas horas vagas, ele é professor de surf voluntário para crianças. Tempo que divide com a administração de um camping e com a profissão de guia, tudo na Ilha do Mel.

Amani Fernandes Alves, Maninho como é conhecido na comunidade, foi um dos alunos do projeto do IEPR e hoje é um dos condutores mais ativos.

“Fazemos desde o receptivo lá em Pontal até os passeios e trilhas pela ilha”, explica. “Quando recebo o grupo, já avalio qual o melhor roteiro para levá-los. Depende do número de pessoas, da faixa etária e mesmo do que eles estão dispostos a fazer. Sempre saio com um kit de primeiros socorros e com todo o equipamento necessário.

E haja preparo. No roteiro estão desde caminhadas leves até percursos de dez ou 14 quilômetros caminhando pela areia e passando por cima das pedras. Cada condutor tem seus próprios roteiros, sem deixar de lado os conhecimentos adquiridos com o curso.

Na ilha do Mel é possível observar pássaros raros, orquídeas e bromélias, sem falar outras tantas belezas naturais. “Há um grupo de canadenses que vem todos os anos só para ver os pássaros”, comenta Maninho. “Gostam de ver a Saíra Ferrugem, rara em outros locais e sempre presente aqui na ilha.”

Mas um dos maiores atrativos da visita conduzida são mesmo as lendas. Uma das mais famosas é a do Vô Lavínio:

Morador da ilha, ele se encantou por uma sereia que conheceu na gruta da Praia de Encantadas. Como prova de amor, ela lhe deu um saquinho contendo alguns diamantes, pedindo apenas que guardasse segredo sobre o romance e também sobre a sua existência.

O enlace durou muito tempo, até que num determinado dia, pressionado sobre seus sumiços repentinos, Vô Lavínio se viu obrigado a contar aonde ia todos os dias. Revelado o segredo, decidiu mostrar também os diamantes que, para sua surpresa, se transformaram em pedras de carvão.

Hoje, na Ilha do Mel, diz-se que ninguém guarda segredo e que isso teria começado justamente por causa do Vô Lavínio. O mais curioso é que alguns moradores possuem até fotos do tal Vô, que jurava ser verdade a sua história.

Como chegar
Por Terra: A partir de Curitiba, seguir pela BR-277 até Pontal do Sul, em Paranaguá. A partir daí pega-se um barco para a travessia até a Ilha que leva cerca de 20 minutos.
Também é possível chegar de trem pela Serra da Graciosa.

Veja também: Hotéis e Pousadas da Ilha do Mel

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Fonte de pesquisa
Agência Sebrae de Notícias
Portal EcoViagem

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