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Guia Brasil para todos – Roteiros Turísticos e Culturais para Pessoas com Deficiência

Até que enfim uma publicação para um público que é ávido por experiêncais fora de casa.

Vocês já pensaram que portadores de deficiências também tem vontade de conhecer outros lugares, outras culturas e ver outras paisagens? Se é bom para nós, é muito melhor para eles que tem que conviver com limitações que as vezes nem imaginamos o quão complexas são.

O Guia Brasil para Todos veio para atender à enorme demanda de pessoas com deficiência que querem viajar. Com informação qualificada, orientações e apresentação dos serviços disponíveis em cada destino.

O Guia Brasil para Todos foi escrito por Andrea Schwarz – cadeirante desde 1998 por uma malformação congênita na medula espinhal – Fonoaudióloga formada pela USP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), há dez anos atua na área de responsabilidade social, com foco na inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. E seu marido Jaques Haber, formado em Publicidade e Marketing, pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Nesta primeira edição do guia, com 320 páginas, é possível encontrar o que há de melhor para visitar em dez capitais brasileiras, sempre sob o ponto de vista de um viajante.

“Não foram apenas uma, duas ou três vezes em que chegamos a um hotel e o quarto acessível que a recepção nos prometeu não tinha as adaptações adequadas. Ou participar de passeios em que o operador supostamente estava preparado para atender turistas com deficiência, quando, na verdade, ele oferecia somente uma rampa para ter acesso à atração usando a cadeira de rodas.” explica Andrea.

A indústria de serviços (hotéis, pousadas, bares e restaurantes) começou a perceber que as pessoas com deficiência também se hospedam em hotéis, gostam de bons restaurantes, jogam conversa fora em barzinhos… De olho nesse mercado – e também por causa da lei –, alguns estabelecimentos começam a se adequar para receber o público formado principalmente por deficientes físicos, visuais e auditivos.

Pensando nisso, além de dicas de viagem, o Guia Brasil Para Todos traz também uma série de perguntas para servir de orientação ao deficiente sobre os serviços de acessibilidade oferecidos.

DICAS PARA VIAJANTES COM DEFICIÊNCIA

  • Ao ligar para fazer a reserva no hotel ou na pousada, pergunte sobre o apartamento adaptado. Pergunte? Não, entreviste o recepcionista. Mesmo que ele diga que o hotel tem, sim, quarto adaptado, e que as adaptações estão todas dentro das normas, comprove. Insista: qual é a largura do batente da porta?; o banheiro tem barras de apoio?; chuveiro ou banheira?; com blindex ou cortina?; há rampas de acesso? Se ele parecer hesitante, peça educadamente para falar com o gerente. Assim não corre o risco de chegar lá e descobrir, por exemplo, que sua cadeira de rodas nem passa na porta.
  • Caso você utilize cadeira de rodas, é importante lembrar de levar as ferramentas para montagem e desmontagem, pneus e câmeras sobressalentes, e uma almofada extra. Porque encontrar um estabelecimento especializado em consertos desse tipo numa cidade que não é a sua pode se revelar uma verdadeira odisseia… Além do quê, em caso de necessidade não perderá tempo procurando, quando poderia estar na praia, visitando o museu ou bebericando com os amigos.

DICAS DE VIAGEM

  • Se vai praticar algum tipo de esporte de aventura, atenção! Verifique se há restrições para pessoas com deficiência, quais os equipamentos adequados para a prática do esporte e pesquise com os profissionais responsáveis se eles costumam realizar a atividade com pessoas com deficiência, e quais os riscos.
  • Em parques e atrações turísticas, lembre-se de verificar sempre os horários de funcionamento (sim, há quem dê com a cara no portão fechado) e se oferecem atendimento especializado a pessoas com deficiência.
  • Ao reservar o seu voo, avise sobre a sua deficiência; pergunte sobre o transporte da cadeira de rodas, se tem deficiência física, ou de seu cão-guia, se visual. E procure escolher voos diretos, sem escalas: assim você evita deslocamentos como quando é preciso trocar de aeronave para prosseguir a viagem.
  • O acompanhante de pessoas com deficiência severa tem desconto de até 80% na tarifa cheia, quando a companhia área avalia e considera que, por razões de segurança de voo e questões técnicas, é fundamental a presença de um acompanhante. Esse desconto não deve ser solicitado pela pessoa com deficiência – ele é oferecido pela empresa, que é obrigada a fazer essa avaliação. Nesse caso, certifique-se de que vale mais a pena usar o desconto, ou, eventualmente, adquirir uma passagem promocional.
  • Fale com o veterinário: pessoas cegas viajando na companhia de cãoguia devem apresentar carteira de vacinação atualizada do animal, com comprovação de vacina múltipla, antirrábica e tratamento anti-helmíntico.
  • Bengalas, muletas e andadores devem ser transportados na cabine de passageiros, assim como o cãoguia, que viajará aos pés do dono; cadeiras de rodas devem ser despachadas – gratuitamente –, e são consideradas como bagagem prioritária.

Se você conhece alguém que tenha alguma deficiência física, informe sobre o Guia Brasil para Todos, que não será vendido, mas já está disponível na internet, no site www.brasilparatodos.com.br.

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