Não é a primeira vez que saímos pra viajar com a “casa nas costas”. Já tivemos essa experiência com um trailer e relatamos no post De Floripa a São Paulo, de Trailer. A diferença agora é que ao invés do carro puxar a casa, o carro É a casa e ainda leva um “carrinho” no reboque 😉

Mas motorhome não é diferente de trailer, que precisa de um carro pra puxar a “casa”? Motorhome não é a “casa e carro” juntos, porque precisa de outro carro?

Pois é, pensamos muito sobre isso, e achamos que seria mais prático quando estivéssemos em grandes centros urbanos, como São Paulo por exemplo, que não é exatamente um lugar apropriado para circular de motorhome (leia-se caminhão) por ruas de bairros ou pelas grandes avenidas. Além do que, mesmo nas cidades menores, um carrinho é mais prático para pequenos passeios pela região. Assim podemos instalar nossa “casinha” num lugar bem bonito e tranquilo.

Motorhome é mesmo uma casinha. Tem tudo o que precisamos pra passar um longo período viajando com conforto. Tem mini cozinha, mini banheiro, mini quarto de casal e uma mini sala que se transforma em outro mini quarto de casal.

Na primeira reforma do nosso motorhome, carinhosamente chamado de Bartolomeu, aumentamos o tamanho das caixas d’agua limpa (que serve pra tomar banho, lavar louças, escovar os dentes, cozinhar…), as caixas d’agua servida (que é a água suja do banho e das pias) e da caixa de detritos (que é pra onde vão o cocô e o xixi, devidamente dissolvidos com um produto especial, o mesmo usado nos aviões, ônibus e barco). Também nos preocupamos em melhorar a capacidade de armazenamento e recarregamento de energia para que possamos ter mais autonomia e não depender sempre de um lugar com estrutura.

Detalhes técnicos à parte, toda essa preparação foi para que pudéssemos estar preparados para viajar sem saber até quando, sem saber exatamente pra qual destino, com autonomia para irmos pra onde e quando quisermos, conforme as experiências que vamos vivendo pelo caminho, as pessoas que vamos conhecendo, as coisas que vamos aprendendo, enfim… nos lançamos para viver a vida de viajante que queríamos.

Querem vir com a gente?