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SC Florianópolis – Trekking e Oficinas Líticas

trilha dos Ingleses para o SantinhoA tarde, ainda no norte da ilha, fizemos um trekking no morro dos Ingleses, cruzando da praia dos Ingleses para a praia do Santinho pela mata atlântica. É uma caminhada leve e agradável. Passamos por vários tipos de paisagens diferentes: restinga, mata de encosta regenerada, vegetação densa de mata atlântica, costão rochoso, campo de dunas e praias.

Coruja do campoVimos um pássaro ágil e de longas pernas finas chamado Quero-quero. Tem esse nome por causa do seu canto que parece mais um pedido: “quero, quero, quero…” e vimos também uma Coruja do Campo, bem camuflada ali entre as areias da duna e a vegetação rasteira.

Descobrimos que há não muito tempo, lá pelas décadas de 60, as rendeiras usavam os espinhos de uma espécie de cactos (chamado arumbeva, muito comum naquela região) para não ter de ir até o centro da cidade comprar alfinetes de aço para usar nas almofadas de renda de bilro, artesanato popular da região.

incrições rupestresChegando à Praia do Santinho, na direção da pedra rachada (aquela onde fizemos o rapel), fomos conhecer algumas inscrições rupestres e oficinas líticas, que são vestígios deixados pelos homens pré-históricos que utilizavam de um determinado tipo de rocha (diabásio ou granito) para afiarem e polirem seus instrumentos de pedra. Estes sítios estão espalhados por diversos pontos da Ilha de Santa Catarina; na praia da Galheta, Armação, Ilha do Campeche, Ponta das Canas, Barra da Lagoa, Joaquina, Ingleses (que é sinalizado ao público) e Santinho, que como os outros, passam despercebidos pelos turistas por não ter nenhum tipo de sinalização ou advertência para a preservação. Ali, nosso guia nos ensina um pouco sobre os costumes dos habitantes que viveram na ilha há mais de 5.000 anos. Aprendemos que eles viviam basicamente da pesca, que desconheciam a agricultura e que ficavam mais próximos ao litoral do que no interior da ilha.

Enfim, adoramos Floripa no inverno, fizemos turismo de forma responsável e pudemos ainda contribuir com a sustentabilidade da região. Como?

Preferindo os serviços de guias nativos (e não guias de fora da região), preferindo experimentar a culinária típica feita pelos locais (e não fast-food ou restaurantes de “griffe”), conhecendo e preferindo lembranças típicas como as peças feitas de renda de bilro (e não camisetas silkadas tipo “eu amo Floripa”), tomando o cuidado de não deixar lixo para trás nas trilhas (ao invés de deixar na beira da estrada achando que “alguém” vai passar e recolher), praticando atividades de aventura com segurança e preferindo meios de hospedagem que se preocupem com a comunidade e meio ambiente.

Com essas pequenas ações, agregamos muito mais valor à nossa viagem, afinal, quem não se sente gratificado sabendo que colaborou diretamente para a subsistência dessas famílias (dos guias, dos cozinheiros, das artesãs, das arrumadeiras…) e que por causa disso eles vão continuar vivendo do seu trabalho e que outras pessoas, inclusive você, vão usufruir dessa experiência.

final de tarde na praia dos ingleses

É fácil fazer turismo responsável! Experimente em sua próxima viagem.

foto de Marcelo Maestrelli

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