Livro “Aprender a Viver” [Luc Ferry]

O que é a filosofia? Para que ela serve?

Durante uma viagem de férias, amigos propuseram que Luc Ferry improvisasse um curso no qual respondesse a estas perguntas de forma clara e acessível para pais e filhos leigos no assunto. Sem tempo de recorrer a nenhuma bibliografia, o filósofo viu-se obrigado a ir diretamente ao essencial, sem utilizar palavras complicadas, citações eruditas ou teorias desconhecidas dos ouvintes. No decorrer das aulas, Ferry percebeu que não existia nas livrarias nada equivalente ao curso que estava elaborando.

Aprender a Viver é o resultado daquelas reuniões agradáveis. Apesar de ser uma iniciação à filosofia, o livro não abre mão da riqueza e da profundidade das ideias filosóficas, oferecendo muito mais que uma leitura superficial de textos fundamentais para o entendimento do mundo.

Luc Ferry leva o leitor a entender o sentido profundo das grandes visões de vida que marcaram a história do pensamento.

Seleção de Resumos do Livro “Aprender a Viver” 👇

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Lucas Conchetto (15:57)

Gilvan Azevedo (5:20)

Livro “Aprender a Viver” – Luc ferry

[comentários por: @LucasConchetto]

O livro do filósofo Luc Ferry “Aprender a viver: filosofia para os novos tempos” (Editora Objetiva; tradução Véra Lucia dos Reis; 240 páginas; 25 reais) introduz o leitor ao universo da filosofia. Através de uma abordagem leve, sem excessos técnicos, o autor nos presenteia com uma rica aula sobre a história do pensamento.

O homem não nasce pronto; precisa aprender a viver. Diferentemente de qualquer outro animal, o homem nasce frágil, dependente e pobre de instintos para sobrevivência. Uma pequena tartaruga ao romper o ovo que a protege, ruma em direção à água, sem nenhuma instrução ou proteção. A pequena tartaruga sabe viver, seu programa instintivo a capacita para o mundo. Um gato ou um cachorro, por exemplo, são tão únicos, e no entanto, tão fiéis à sua natureza que não nos espantamos por seu comportamento. Já notou como um gato é irritantemente gato? Gato faz coisa de gato. O gato é em essência, seu programa instintivo lhe confere uma conduta previsível e fechada. O gato não supera sua própria natureza, assim como o passarinho, o cachorro, etc. O ser humano é outra história. Luc Ferry cita um exemplo muito divertido e curioso que define bem o homem. A pomba faminta diante de um filé, passa fome, o gato diante do alpiste, passa fome, a pomba e o gato não inovam, diante dessas situações eles morrem. O homem se passar fome, ele come o filé, come o alpiste, come a pomba e o gato. O homem inova, empreende, transforma, subverte, ele escolhe e por isso altera o curso da vida.

Por não ter um programa rígido e definido, o ser humano não sabe viver. Ele precisa aprender a viver. Não existe escola para gato ou cachorro, mas existe para ser humano. Embora os animais aprendam, sua janela é bem curta. O ser humano é o único animal que é educado. A educação do ser humano dura a vida toda, até seu último dia de vida o ser humano é afetado, transformado e educado. É preciso aprender a viver pois a vida é curta e complexa. Somos finitos, não temos todo tempo do mundo, não podemos sentar e esperar pela felicidade. Se fossemos eternos poderíamos aguardar pela felicidade. O carro, a casa, o barco, tudo que desejamos poderia um dia eventualmente chegar. Mas como não somos eternos, precisamos aprender a viver, a ser feliz. O ser humano é o único animal que tem consciência dos seus limites. Ele sabe que vai morrer e que seus próximos, aqueles a quem ama, também. Não é possível evitar questionar-se sobre o sentido da vida. Através da sabedoria e da reflexão, os filósofos gregos propunham ideias para lidar com a morte. A mais famosa dela é de Epicuro: “não se deve pensar nela, pois, das duas, uma: ou estou vivo, e a morte, por definição, não está presente, ou então ela está presente, e, também por definição, eu não estou presente para me afligir!”.

Não há nada que perturbe mais o ser humano do que a morte. Somos finitos e a consciência da morte nos desespera. Buscamos soluções para lidar com ela; seja na filosofia ou nas religiões. Luc Ferry traz as diversas interpretações da morte e da salvação que filosofias e religiões trouxeram à luz. Todas como forma de lidar com o abismo que é a morte.

Precisamos aprender a viver, a amar como adultos, a enfrentar as dores da existência e seus questionamentos dolorosos. E como diz o autor, inspirado pelo filósofo Sponville, “devemos esperar menos e amar mais”. O desafio é imenso, uma vida de altos e baixos, de sucessos e frustrações, porém, de profundidade, compreendendo a natureza da vida, de sua impermanência, de sua imprevisibilidade. Através da sabedoria e da reflexão transformamos a vida.

Top 5 Aprendizados

  1. Por sermos finitos o pensamento sobre a vida e o seu sentido não pode ser desprezado.
  2. Dois freios impedem a felicidade humana: o apego pelo passado e pelo futuro.
  3. Precisamos pensar na morte. Não por fascinação mórbida, ao contrário, para procurar fazer o que convém aqui e agora.
  4. A busca pela sabedoria nos amadurece e nos permite viver a vida de forma sincera.
  5. Precisamos aprender a viver.

Como Comprar o Livro

Antes de mais nada parabéns por estar aqui buscando conteúdos bacanas para te ajudar no seu processo de desenvolvimento. Estamos muito felizes por isso, pois nosso objetivo é realmente te ajudar neste processo.

Bem, sabemos que nada substitui uma boa leitura e, portanto, se você gostou dos resumos recomendamos que compre o livro para lê-lo na íntegra e absorver todos os seus ensinamentos:

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